Por que comemos tanto açúcar?

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que cada pessoa consuma anualmente 18,2 kg de açúcar, isso equivale a 50 gramas diárias. O consumo médio no Brasil, no entanto, é de 30 kg por ano, ou seja, 80 gramas ao dia.

O açúcar é um carboidrato, ao ser digerido transforma-se em glicose, que dá energia para o funcionamento das células. Quando seu consumo passa dos limites, porém, ele desregula a produção de insulina, e o excesso desse hormônio no organismo pode ter uma série de efeitos negativos.

Por que comemos tanto açúcar?

A ciência já demonstrou que a ingestão de alimentos doces gera uma sensação imediata de prazer e pode, literalmente, “viciar”. O açúcar interage com os neuropeptídeos cerebrais levando a um efeito de dependência similar ao das drogas.

Entre os malefícios da ingestão descontrolada de açúcar, os mais conhecidos são o diabetes e a obesidade, mas eles não são os únicos. O excesso de açúcar branco, por exemplo, danifica a boa flora intestinal prejudicando a absorção de nutrientes e a imunidade.

Atenção aos sinais

Antes dos problemas se agravarem, o corpo pode dar sinais de que você está abusando do açúcar, vale ficar atento a alguns deles:

  • Acne e alterações de pele: os picos de insulina gerados pelo excesso de açúcar causam inflamações que podem aumentar a produção de sebo e obstruir os poros.
  • Falta de energia e sensação de fadiga: a rápida elevação dos níveis de glicose no organismo promove energia de curta duração. Assim como sobem rápido, caem rápido, gerando instabilidade energética.
  • Distúrbios intestinais: como já citamos, o excesso de açúcar altera a flora do intestino. Desconforto e mudança nos hábitos intestinais podem indicar que algo está descompensado.
  • Sede excessiva: para liberar a glicose circulante em excesso no sangue, os rins entram em ação. A pessoa urina mais, desidrata e volta a sentir sede de forma cíclica.

O vilão é o excesso

Açúcares são importantes para a geração de energia e não precisam ser excluídos da alimentação de indivíduos saudáveis, o mal está no excesso. Procure não ultrapassar a quantidade diária recomendada e dê preferência ao açúcar naturalmente presente nos alimentos e às suas formas menos processadas, deixando fora da mesa o açúcar refinado.

Escrito por Dani Fontes – Nutricionista e Consultora Científica na Flormel

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