O encantado

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Se você acompanha as listas dos livros mais vendidos do País já sabe que Na Minha Pele (Ed. Objetiva) chegou ao primeiro lugar em apenas duas semanas após seu lançamento. Mas Lázaro Ramos, 41 anos, é autor de mais dois livros infantis, já dirigiu mais de uma dezena de todo tipo que é arte – de espetáculos teatrais adultos e infantis a programas de televisão e clipes musicais. São mais de dez atuações entre minisséries e novelas, três curtas-metragens e, acredite, 22 longas. Isto sem falar nas quase 30 peças que marcou presença, nas duas que escreveu e nos mais de (pasme) 60 prêmios que recebeu no decorrer de sua curta e linda história.

Lázaro, meu companheiro há 13 anos, é meu melhor amigo. E também tem sido um grande parceiro de cena desde que fizemos isso pela primeira vez em 2006, na novela Cobras & Lagartos. Porém, mais maduros, nossa união está melhor. Nos últimos anos percorremos o Brasil com a peça O Topo da Montanha e demos expediente na série Mister Brau que, ano que vem, retorna para sua quarta temporada, e na qual, sorte a minha, ele interpreta meu marido. Poderia ter acabado por aí, mas Lázaro, que é ainda produtor e apresentador do Espelho, exibido no Canal Brasil desde 2005 –portanto o semanal de entrevistas mais longevo da televisão fechada –, vai celebrar a criatividade em Lazinho com Vc, dominical que estreia todo interativo, em agosto, na internet e, em dezembro, na Globo. Um desafio o que eu vi nascer por sua necessidade de falar sobre pessoas. Ele gosta de sorrir, de ver o outro sorrir. Ele gosta de ver gente brilhar! Essa é a cara de seu próximo programa: será uma atração em que a estrela é o público com todo seu potencial criativo. E a novidade é somente mais um atributo que ele criou para si, não bastasse ser o melhor pai que poderia desejar aos meus filhos, João Vicente e Maria Antônia.

Devo confessar, é verdade, que não imaginava como é difícil escrever sobre alguém que se ama até me pedirem para começar este texto – o medo de car íntimo demais, meloso demais, apaixonada demais… Talvez agora, devo dizer, tenha compreendido que Lázaro também tenha tido dificuldades para falar sobre mim em seu último livro. Foram dias até poder começar. E única palavra que veio à minha cabeça sobre você, Lázaro, foi “encanto”. Tentei iniciar de outra maneira, mas o tal do “encanto” não saia de minha mente…

Resolvi então não lutar contra e recorri ao dicionário para ver se os verbetes contidos no pai dos burros me ajudavam a decifrar o porquê dessa palavra ser tão necessária para falar dele. Veja o que encontrei…

Encantador (sm)

1. quem ou o que agrada, atrai, deslumbra por suas qualidades (p.ex., beleza, inteligência, simpatia).
“ser um e. de criatura”

2. forte atração sentida por tais boas qualidades de alguém ou de algo.
“o e. que ele nos causou foi imediato”
3. palavra, frase ou qualquer outro recurso que supostamente possui poderes mágicos de enfeitiçar; encantamento. “lançar um e. sobre uma aldeia”

4. o efeito desse recurso ou ação mágica. “estar sob o e. de uma bruxa”

E, sinceramente, é isso que sinto que Lázaro causa por onde passa: encantamento. Sempre à primeira vista. Então, já sendo íntima, melosa e apaixonada, resolvi recorrer também aos amigos para saber se só eu estava encantada. Wagner Moura, seu conterrâneo baiano, o padrinho de nosso lho, disse-me: “Na primeira vez em que vi o Lázaro em cena ele deveria ter uns 15 anos. Fui até o camarim e perguntei se ele queria ser meu amigo. Essa é a medida do impacto que ele teve sobre mim”.

Wagner ficou encantado. Assim como a Leandra Leal ao assisti-lo em A Máquina. “O Lázaro era muito engraçado e tinha uma profundidade. Quando o Jorge Furtado me chamou para fazer O Homem que Copiava, eu o indiquei e o Jorge topou fazer um teste com ele”, me digitou a Leandra no Whatsapp. O resto a gente sabe: o teste foi feito e o Jorge se encantou por ele. Sim, Jorge também. Tanto que depois ainda fizeram mais dois filmes e duas séries, além de o Lázaro colaborar como roteirista do Mister Brau, de autoria e idealizada por Jorge.

Lázaro é mesmo encantador. Ou seria arrebatador? “Vi o Lázaro a primeira vez em A Ópera dos Três Vinténs com o Bando de Teatro Olodum. Na primeira montagem ele era assistente do Mac Navalha, o herói bandido. O que vi não esqueço: um absoluto protagonismo. Não por causa da coisa babaca que existe eventualmente, caso de atores que disputam cena. Não! Porque ele é o oposto disso. Seu protagonismo era por conta do seu enorme talento e inteligência, era absoluta- mente magnético”, relembrou Vladimir Brichta, sobre um tempo em que eu ainda não estava em sua vida e antes mesmo dele começar a ganhar notoriedade com Madame Satã, do Karim Aïnouz.

Karim, aliás, me escreveu: “A minha história com o Lázaro é uma mistura de arrebatamento e um enorme carinho. Uma mistura improvável, cheia de força, mas capaz de gerar uma empatia sem m. Aquele menino de 19 anos ficou na cabeça e no meu coração pra sempre. E isso foi num teste quatro anos antes dele vir fazer o Madame Satã. Bem, o menino cresceu, virou gigante na tela, mas o coração e a doçura continuam. E os olhos cada vez mais curiosos sobre o mundo”. Preciso dizer que Karim está certo e preciso dizer mais. Preciso dizer que com o lançamento de seu livro e sua astronômica chegada entre os mais vendidos do Brasil – além das palavras de nossos amigos aí acima – eu apenas tive a certeza de que a história de sua vida e as suas reflexões sobre nosso País encantam as pessoas, sejam elas quais forem.

Que sorte ter você ao meu lado!

Taís Araújo

 

 

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