Puro-sangue americano

Por Marcio Ishikawa

Após mais de cinco décadas de espera, finalmente o Ford Mustang desembarcou de forma oficial no Brasil. MADE foi conhecer de perto a sexta geração do pony-car, que evoluiu bastante nesse tempo (tanto no que diz respeito à tecnologia embarcada como ao design), mas manteve a inconfundível silhueta e o DNA do carro lançado em 1964 e que rapidamente se transformou em um dos ícones não só da indústria automobilística, mas também da própria cultura norte-americana.

A modernidade se faz presente nos materiais leves e inovadores utilizados em sua construção, como alumínio, magnésio e fibra de carbono, ou no emprego das luzes de LED no sistema de iluminação – que, inclusive, lhe conferem um ar extremamente futurista. Mas a clássica proporção do capô longo e musculoso com a traseira curta se faz presente, da mesma forma outras assinaturas inconfundíveis, como a grade trapezoidal e a frente “boca de tubarão” – além das três barras paralelas nos faróis e lanternas, a mais conhecida de todas elas.

“Por detalhes como esses é que um Mustang é imediatamente reconhecido, não importa a qual geração ele pertença”, diz Maurício Greco, diretor de marketing da Ford Brasil, explicando que isso cria um desafio adicional para o time de design a cada geração. “Precisamos obviamente evoluir não apenas na tecnologia, mas também em relação estilo. Mas, é preciso alcançar essa modernidade mantendo os detalhes que constroem essa identidade tão forte que o Mustang possui desde o seu lançamento.”

Na cabine, o volante de três raios e o cluster acima do porta-luvas são outros detalhes que não deixam dúvidas que se está a bordo de um Mustang. E a inspiração na aviação (seu nome homenageia um dos caças usados na Segunda Guerra Mundial) se faz presente nas teclas de acionamento de comandos – como por exemplo, da seleção dos modos de direção (Normal, Sport, Sport+, Track, Drag Race e Snow), que alteram o comportamento do veículo. De quebra, cada modo possui um design próprio no painel de instrumentos digital – o motorista pode escolher manualmente o seu visual preferido.

Aqui no Brasil, o modelo é oferecido na versão topo de linha GT Premium, equipado com o motor V8 5.0 de 466 cavalos e transmissão automática de dez velocidades. No test-drive, realizado em um circuito fechado no interior de São Paulo, o que mais chamou a atenção foi a desenvoltura nas curvas – graças ao bom ajuste de suspensão e aos controles eletrônicos de tração e estabilidade. Na avaliação, também sentimos na pele as frenagens seguras e acelerações vigorosas: o Mustang acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,5 segundos, enquanto a sua velocidade máxima, limitada eletronicamente, é de 250 km/h.

Números impressionantes, é verdade.Mas, enquanto conduzia o carro lentamente na pista, o carro à frente abrir uma certa distância para poder acelerar forte, também pude perceber como a eletrônica consegue domar a cavalaria, que tem o ímpeto contido no modo “normal”, permitindo um rodar calmo e macio – mesmo em um tráfego pesado. Conforme se avança nas opções de direção, o nível de agressividade das respostas de acelerador, motor, transmissão e volante vai aumentando – na mesma medida em que a demanda pela habilidade atrás do volante.

Esse ecletismo pode ser sintetizado pelo controle do som do escapamento – que tem desde a opção “pista”, com o som mais alto, grave e encorpado, até o modo “silencioso”, que reduz a emissão dos decibéis para evitar que a vizinhança acorde no meio da madrugada.

Ju

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